Leitura obrigatória para os apaixonados por histórias de terror, Drácula de Bram Stoker já foi adaptado para os cinemas com uma versão aclamada pelos fãs. Contudo, o livro passa despercebido por muitos, principalmente por ter sido escrito há mais de um século, em 1897.

Dito isso, é importante frisar que o Conde Drácula de Stoker é muito diferente dos vampiros modernos, que costumam ser bonzinhos e bonitos. Na versão do autor irlandês, que originou as novas adaptações dos chupadores de sangue, o vampiro é retratado como uma criatura morta e sanguinária, capaz das maiores atrocidades para saciar a sua sede.

A seguir, veja algumas das principais características do livro de Bram Stoker que vai te fazer ir até uma livraria o quanto antes!

Qual o enredo da história de Drácula?

Qual o enredo da história de Drácula

Qual o enredo da história de Drácula – Reprodução

Drácula segue a narrativa de Jonathan Harker, um jovem advogado enviado à Transilvânia para auxiliar um cliente, o Conde Drácula, na compra de uma propriedade em Londres. Ao chegar ao castelo isolado do Conde, Harker descobre que seu anfitrião é um vampiro sedento de sangue.

A história se desenrola através de uma narrativa epistolar, envolvendo vários personagens, incluindo Mina Murray (noiva de Jonathan) e o professor Van Helsing, na busca para derrotar Drácula e sua ameaça sobrenatural.

O enredo é repleto de elementos góticos, mistério, horror e reflexões sobre o choque entre o sobrenatural e o mundo moderno. Por isso, Drácula é leitura indispensável para quem aprecia clássicos literários que transcendem o tempo e definem o gênero do horror.

1. Drácula de Bram Stoker foi o precursor das histórias de vampiro

Um marco na história da literatura de horror, Drácula inaugurou as principais características que relacionamos hoje ao mito do vampiro. Isso porque, foi por meio da escrita de Stocker que surgiu grande parte da mitologia que caracteriza esse ser, sendo ele:

  • Um ser que se alimenta do sangue humano;
  • Capaz de demonstrar habilidades sobrenaturais, transformando-se em morcego, lobo ou névoa, controlando os animais e empregando uma força sobre-humana;
  • Imortal, tornando-se apto a sobreviver através dos séculos;
  • Capaz de hipnotizar suas vítimas, manipulando suas mentes;
  • Com semblante pálido como de um morto, mas atraente o suficiente para atrair a sua vítima;
  • Aristocrático, com modos refinados e uma presença imponente.

Viu só?! Tudo o que conhecemos hoje tem raízes na literatura de Stocker, que despertou verdadeiro pavor com a ideia de uma criatura perversa e imortal, capaz de roubar a vida por meio do sangue.

2. Narrativa epistolar, por meio de cartas e diários

Outra característica marcante em Drácula é que os capítulos são contados em formato de cartas e diários, o que aproxima ainda mais o leitor dos personagens.

Desse jeito, podemos nos aprofundar nas sensações, temores, expectativas e esperanças deles, principalmente de Mina Murray e Jonathan Harker, personagens principais da trama e que estão prestes a se casar.

3. Drácula tem personagens bem construídos e interessantes

Drácula tem personagens bem construídos e interessantes

Drácula tem personagens bem construídos e interessantes – Reprodução

Em Drácula, Stoker se dedica à caracterização detalhada de cada personagem, fornecendo informações sobre sua aparência, personalidade, histórico e motivações. Isso contribui para a riqueza da experiência de leitura, pois os leitores conseguem visualizar e entender cada personagem de forma mais completa.

Ao longo da narrativa, os personagens passam por desenvolvimentos significativos. Por exemplo, Jonathan Harker evolui de um jovem advogado entusiasmado para um homem traumatizado pela experiência na Transilvânia. Esse desenvolvimento acrescenta complexidade aos personagens e os torna mais tridimensionais.

O romance apresenta uma variedade de personagens, cada um com sua perspectiva única. Desde Mina Murray até Van Helsing, cada um deles traz uma habilidade específica ou uma visão única que contribui para a luta contra o mal representado por Drácula.

Os personagens possuem personalidades distintas que muitas vezes entram em conflito. Desse modo, a diversidade de personalidades, desde o pragmático e racional Van Helsing até o emotivo e assustado Jonathan Harker, cria dinâmicas interessantes e acrescenta camadas à trama.

Do mesmo modo, as relações entre os personagens desempenham um papel crucial na narrativa. Assim, os laços de amizade, amor e lealdade entre eles são explorados, intensificando o impacto emocional da história.

Para isso, Stoker utiliza simbolismo e arquétipos. Dessa maneira, Drácula, por exemplo, pode ser interpretado como um arquétipo do mal sedutor, enquanto Van Helsing representa a razão e a luta contra as forças obscuras.

4. Ambientação na Transilvânia e em Londres que contribui para o clima gótico

Com seus castelos sombrios e paisagens misteriosas, a Transilvânia evoca uma sensação de exotismo e horror sobrenatural. Ao contrário, Londres representa a urbanidade e a civilização, tornando-se palco para a intrusão do sobrenatural no cotidiano.

O contraste entre esses dois cenários, a rica carga folclórica da Transilvânia e a reflexão da sociedade vitoriana em Londres, contribuem para a complexidade da narrativa, intensificando a atmosfera gótica e o suspense.

5. Elementos culturais e históricos

“Drácula” de Bram Stoker incorpora elementos culturais e históricos de maneira significativa. Nesse sentido, a obra reflete as preocupações da sociedade vitoriana, explorando temas como a luta entre tradição e modernidade, os avanços científicos da época e as mudanças sociais.

A ambientação na Transilvânia traz consigo a riqueza das superstições locais e do folclore, adicionando autenticidade à ameaça sobrenatural. Além disso, a trama sugere uma inquietação em relação às fronteiras geográficas e à disseminação do mal.

A narrativa por sua vez, ao abordar a dualidade entre o antigo e o novo, oferece uma reflexão instigante sobre a complexidade da sociedade vitoriana e contribui para a profundidade temática do romance.

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