Com cenários deslumbrantes, princesas bondosas e figuras antagônicas, desde a madrasta má a bruxas invejosas, os contos de fadas povoam a imaginação de crianças e adultos. Desse modo, são aclamados e usados como forma de ensinar valores e bons sentimentos para as crianças.

As versões originais dos contos de fadas, por sua vez, muitas vezes incluíam elementos sombrios e consequências severas. Enquanto isso, as versões modernas, frequentemente influenciadas pelas expectativas contemporâneas, tendem a suavizar esses aspectos para torná-los mais adequadas para um público amplo, especialmente o infantil.

Quer saber a história macabra por trás de cada um desses contos inocentes, continue a leitura e se surpreenda!

Branca de neve: um dos contos de fadas com um final sinistro

Branca de Neve

Branca de Neve – Reprodução

“Branca de Neve” é um dos contos de fadas clássico, popularizado pelos Irmãos Grimm no século XIX. A história envolve uma rainha malvada que, ao perguntar a seu espelho mágico quem é a mais bela do reino, descobre que sua enteada, Branca de Neve, superou sua beleza. Consumida pela inveja, ela ordena a um caçador que mate Branca de Neve e traga seu coração como prova.

No entanto, o caçador poupa a vida de Branca de Neve, que foge para a floresta e encontra uma casa habitada por sete anões. Por conseguinte, a rainha malvada, descobrindo que Branca de Neve continua viva, tenta matá-la três vezes usando uma maçã envenenada.

Para isso, a rainha disfarça-se como uma velha vendedora, oferecendo a Branca de Neve a maçã como agradecimento, após a garota oferecê-la em copo de água.

Branca de Neve, eventualmente, cai em um sono profundo por causa da maçã envenenada e é salva por um príncipe que a desperta com um beijo de amor verdadeiro. Em seguida, a rainha malvada encontra um destino terrível, sendo punida por seus atos.

Origem Macabra

A versão original dos Irmãos Grimm é mais sombria e cruel do que a versão popularizada pela Disney. Na versão original, a rainha malvada é castigada e tem que dançar com sapatos de ferro quentes até a morte no casamento de Branca de Neve e do príncipe.

Esses detalhes macabros e punições severas refletem a natureza mais sinistra dos contos de fadas originais, que frequentemente exploram temas sombrios e consequências brutais para os antagonistas.

Isso porque, essas histórias serviam, em parte, como lições morais e eram adaptadas de tradições folclóricas que não tinham a intenção inicial de serem contos infantis suavizados.

Bela Adormecida: um conto de fadas em que a princesa é violentada

Bela Adormecida

Bela Adormecida – Reprodução

A história da “Bela Adormecida” segue a narrativa de uma princesa amaldiçoada por uma fada má a espetar o dedo em uma roca de fiar e cair em um sono profundo.

A maldição é realizada no dia do seu décimo sexto aniversário. No entanto, uma fada boa, que ainda não concedera seu presente, modifica a maldição para que a princesa, em vez de morrer, caia em um sono de cem anos.

Apesar dos esforços dos reis para evitar a maldição, a princesa encontra a roca de fiar no dia mencionado e pica o dedo, caindo em um sono profundo, juntamente com todo o reino. Anos depois, um príncipe, encantado pela beleza adormecida, a desperta com um beijo de amor verdadeiro, quebrando o feitiço.

Origem Macabra

A versão mais conhecida da “Bela Adormecida” foi popularizada por Charles Perrault. No entanto, há versões mais antigas, como a de Giambattista Basile, em que a princesa é estuprada enquanto está adormecida, resultando na concepção de gêmeos. Essa versão mais sombria foi posteriormente amenizada em adaptações posteriores.

O aspecto macabro da história está relacionado ao tema do sono eterno e à potencial violência associada ao conto original. Isso porque, em muitas tradições folclóricas, a ideia de um sono profundo estava frequentemente vinculada a metáforas de morte, e a presença de elementos mais sinistros.

Assim, esse tipo de versão antiga reflete as sensibilidades culturais da época, que eram diferentes das atuais concepções de contos de fadas voltados para crianças.

Cinderela: as irmãs da princesa Ella sofrem uma automutilação terrível

Cinderela

Cinderela – Reprodução

A história de Cinderela tem várias versões que remontam a culturas antigas, mas uma das versões mais conhecidas é a popularizada por Charles Perrault no século XVII e pelos irmãos Grimm no século XIX.

A narrativa básica envolve uma jovem maltratada por sua madrasta e meias-irmãs que, com a ajuda de uma fada madrinha, consegue ir ao baile real e conquistar o coração do príncipe.

O conto é frequentemente associado a elementos como o sapatinho de cristal perdido e a busca do príncipe para encontrar a dona do sapato.

Origem Macabra

Algumas versões mais antigas e menos conhecidas da história de Cinderela apresentam elementos mais sombrios. Nesse sentido, antes das versões popularizadas por Perrault e pelos Grimm, existem relatos que incluem mutilações, como as irmãs cortando partes de seus pés para tentar se encaixar no sapato de cristal. Além de pássaros que ajudam Cinderela, vingando suas injustiças.

A pequena sereia: um dos contos de fadas em que a princesa não termina com o príncipe

A pequena sereia

A pequena sereia – Reprodução

A história da Pequena Sereia é uma obra clássica do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, publicada pela primeira vez em 1837. Desse modo, a trama central gira em torno da sereia Ariel.

Tudo ocorre quando ela se apaixona por um príncipe humano, e faz um acordo com a bruxa do mar para trocar sua cauda por pernas, na esperança de conquistar o amor do príncipe. No entanto, o acordo tem consequências dolorosas, e Ariel enfrenta desafios e sacrifícios em sua busca por felicidade.

Origem macabra

A versão de Andersen difere substancialmente da versão mais conhecida da Disney. Isso porque, na história original, Ariel não consegue o final feliz típico das histórias de fadas.

Ela sofre intensamente e, no final, não consegue conquistar o príncipe. Em vez disso, ela se dissolve em espuma do mar, sacrificando-se para salvar o príncipe e ganhando uma forma etérea.

A Pequena Sereia de Andersen destaca temas como sacrifício, as consequências de desejos egoístas e as complexidades do amor não correspondido. Assim, ela proporciona uma perspectiva mais realista e melancólica em comparação com algumas versões mais modernas da história.

Chapeuzinho vermelho: um dos contos de fadas sem final feliz

Chapeuzinho vermelho

Chapeuzinho vermelho – Reprodução

“Chapeuzinho Vermelho” é um dos contos de fadas clássico, notável em várias culturas, com uma versão particularmente conhecida pelos irmãos Grimm. A história gira em torno de Chapeuzinho Vermelho, uma jovem reconhecida por seu capuz, a quem é atribuída a tarefa de levar doces para sua avó doente que reside na floresta.

Enquanto atravessa a floresta, Chapeuzinho encontra um lobo astuto, que a questiona sobre seu destino. Inadvertidamente, ela revela seu objetivo de visitar a avó. O lobo, desejando comer tanto a avó quanto a própria Chapeuzinho Vermelho, chega primeiro à casa da idosa. Engolindo a avó inteira, ele se disfarça para enganar Chapeuzinho Vermelho.

Ao chegar à casa da avó, Chapeuzinho Vermelho nota comportamentos estranhos do lobo disfarçado. Em algumas versões, ela descobre a verdade sobre o lobo, enquanto em outras, um caçador ou lenhador intervém para salvar Chapeuzinho Vermelho e sua avó.

A história conclui com uma moral, frequentemente centrada na advertência sobre não falar com estranhos e a importância de seguir instruções.

Origem Macabra

O conto de fadas da “Chapeuzinho Vermelho” pode ter raízes em tradições folclóricas europeias mais antigas. Nelas, as florestas eram vistas como lugares perigosos e símbolos do desconhecido.

No conto de fadas clássico dos Irmãos Grimm, a avó da Chapeuzinho Vermelho e a própria Chapeuzinho Vermelho são devoradas pelo Lobo Mau. Assim, a história tem um final trágico e nada feliz.

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